Cólicas... Ninguém merece!

Cólicas... Ninguém merece!

Afinal, por que sentimos cólica?
No ciclo menstrual, o óvulo não fecundado é eliminado, causando alterações no endométrio (membrana que reveste o útero). Durante este processo, ocorre isquemia nas células uterinas (baixa irrigação sanguínea), ocasionando dor.
O nome científico da cólica menstrual é dismenorreia primária (as secundárias, são consideradas patológicas). Sua intensidade, branda ou pungente, explica-se pela quantidade de prostaglandina no útero.
Dicas para acabar com a maldita!
>> No prato e no copo
Quando ela estiver para chegar, procure incluir linhaça, salmão, sardinha ou atum na sua dieta. “São alimentos ricos em ômega 3, um anti-inflamatório natural”, afirma Cynthia Antonaccio, nutricionista de São Paulo. Dar um tempo no café durante esse período também funciona. “A cafeína estimula a produção da prostaglandina”, completa a especialista. A substância faz o útero se contrair, para eliminar o sangue menstrual, e é responsável pela dor.
>> Fisioterapia
Quando aprendemos a alongar, fortalecer e relaxar os músculos da região pélvica, penamos menos com as dores da menstruação. É por isso que muitos médicos encaminham suas pacientes com cólicas severas para fisioterapeutas. Carolina Negrão de Souza, especialista de São Paulo, ensina um exercício bem simples: deite de costas no chão com as pernas flexionadas, abrace um joelho contra o peito, segure por 30 segundos e repita com a outra perna. É alívio na certa.
>> Cartela mágica
Tomar pílula é uma ótima maneira de abrandar a dor. “Os hormônios presentes nos anticoncepcionais diminuem o fluxo e fazem com que o útero se contraia menos para expelir o sangue”, esclarece Carolina Carvalho, ginecologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Outro método contraceptivo que ajuda a controlar a cólica é o DIU de progesterona, por deixar o endométrio (tecido que reveste o útero) mais fino.
>> Malhação
A natação é ótima opção, porque a pressão da água faz uma espécie de massagem no abdômen. Você só precisa reparar se o fato de usar absorvente interno não piora o desconforto. Pilates e ioga também são excelentes atividades anticólica, pois exercitam a região pélvica.
>> Receita do doutor
O médico pode indicar três tipos de medicamento para combater a cólica: relaxantes uterinos, anti-inflamatórios não hormonais e analgésicos. “Se a dor for leve, os primeiros costumam funcionar. Nos casos mais intensos, pode-se iniciar o tratamento com os anti-inflamatórios e, se necessário, associá-los a outras drogas”, explica Mara Diegoli, ginecologista responsável pelo ambulatório de tensão pré-menstrual do Hospital das Clínicas de São Paulo.
>> Uma xícara de alívio
Algumas ervas têm efeitos fantásticos, e comprovados, contra a cólica. É o caso do funcho, a velha e boa erva-doce. “Ela é rica em anetol, que tem efeito antiespasmódico e é relaxante muscular. A erva também tem ação anti-inflamatória, o que contribui para diminuir a sensação de dor”, fala Alex Botsaris, clínico-geral e fitoterapeuta do Rio de Janeiro. Uma planta menos comum e com um nome bem pertinente, a agoniada (Himatanthus lancifolia), também relaxa o músculo uterino. Prepare a infusão com 1 xícara de água fervente e 5 gramas das cascas.
>> Calorzinho bom
A boa e velha recomendação da vovó de evitar friagem e manter a região abdominal aquecida tem fundamento científico, sim, senhora. Com o frio, os vasos sanguíneos do útero se contraem, impedindo que a prostaglandina circule — concentrada no músculo, ela provoca mais dor. Com o calor, acontece o contrário: essa substância se move mais rapidamente porque os vasos se dilatam, o que traz um alívio e tanto.
Quando é mais do que dor
Se você começou a ter cólica forte de uma hora para outra e a cada mês piora, pode ser sinal de problema:
>> Endometriose Acontece quando o endométrio (tecido que reveste internamente o útero) vai parar nas trompas ou nos ovários, provocando um processo inflamatório. Conforme a doença avança, as cólicas ficam mais fortes e há dor até durante a relação sexual. O tratamento, hormonal ou cirúrgico, dependerá da extensão do problema.
>> Mioma É um tumor benigno no útero. Não se sabe por que ele se forma. A solução quase sempre é retirá-lo numa cirurgia.
>> Adenomiose Ocorre quando o endométrio se infiltra no músculo uterino. Aparece com mais freqüência em mulheres acima dos 35 anos. Muitas vezes é preciso retirar o órgão.

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