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Aniversário de São Luís

Aniversário de São LuísEste é um dos lugares que mais gosto, no centro histórico!
Dia 8 de setembro, São Luís faz 397 anos!
Fundada por franceses em 1612, é considerada a cidade dos azulejos (principalmente de azulejos portugueses), a Ilha dos Amores (pela bondade de seus habitantes), a Ilha Rebelde (pelas suas tradições, principalmente políticas!), histórica Ilha de Upaon-Açu (separada do continente pelo Estreito dos Mosquitos e banhada pelos rios Anil e Bacanga), a bela Athenas Brasileira (pela importância de seus poetas, de sua cultura literária em geral, de ontem e de hoje), pela sua população (a que melhor fala a língua portuguesa no Brasil) e é alegre por natureza, sabendo brincar e dançar como poucas e, como foi dito pelo inesquecível intelectual Bandeira Tribuzi “é cercada de água, de glória, de maresia, a Ilha de São Luís é, sobretudo, circundada de poesia”.
Como uma pequena homenagem, deixo aqui algumas lendas e mistérios que rondam este lugar - o que me faz, entre muitas outras coisas, ser fascinada e apaixonada pela cidade onde vivo!
São Luís é uma cidade com quase quatro séculos de existência, de muita prosperidade no passado, com grande número de escravos, senhores e senhoras que habitavam os belos casarões coloniais que lhe rendeu os títulos de Patrimônio da Humanidade e Capital Brasileira da Cultura. Uma Ilha, cercada de belas praias, igrejas e monumentos seculares, ruas históricas e muitas lendas. Lendas que vão de uma carruagem mal-assombrada a uma serpente que um dia afundará a Ilha, passando por batalhas, até igrejas que caíram por serem construídas em direções diferentes e que possuem passagens secretas. Acreditar ou não? Essa é a questão que povoa a mente de todos que passam a conhecê-las.
Lenda do Milagre de Guaxenduba:
Conta-se que no principal e decisivo confronto entre portugueses e franceses, travado em 19 de novembro de 1614, diante do Forte de Santa Maria de Guaxenduba, já se tornava evidente a derrota dos lusitanos, por sua inferioridade numérica em homens, armas e munições. Apesar de lutarem, iam-se arrefecendo os ânimos dos soldados de Jerônimo de Albuquerque. Mas eis que surge, entre eles, uma formosa mulher em auréola resplandecente e ao contato de suas mãos milagrosas a areia transforma-se em pólvora e os seixos em projéteis. Revigorados moralmente e providos das munições que lhes estavam faltando, os portugueses impõem severa derrota aos invasores, a quem só restou o recurso da rendição.
Em memória deste feito, foi a Virgem aclamada padroeira da cidade de São Luís do Maranhão, sobre a invocação de Nossa Senhora da Vitória. O Padre José de Moraes, em História da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e Pará (1759), demonstra a Antigüidade desta lenda, escrevendo: “Foi fama constante (e ainda hoje se conserva por tradição) que a virgem senhora foi vista entre os nossos batalhões, animando os soldados em todo tempo de combate”.
Lenda da Serpente da Ilha:
Submersa nas águas que circundam a Ilha de São Luís, continuamente cresce, enquanto dorme, camuflada pelo limo e pelo musgo grudados sobre suas grossas escamas, uma enorme serpente. Ninguém sabe por quanto tempo esse animal dormirá. O certo, porém, é que chegará o dia em que, findo o processo de crescimento, a cabeça desse monstro encontrará a ponta de sua própria cauda. Nesse dia, para desgraça dos habitantes de São Luís, essa fenomenal criatura acordará. Então, produzindo rugidos ensurdecedores, soltando enormes labaredas pelos olhos e pela boca, abraçará a Ilha com força descomunal e, com fúria diabólica, a arrastará para as profundezas do mar, afogando, de maneira trágica, todos os habitantes da ilha.
Há os que dizem que um dos locais em que é possível confirmar tal história é a Fonte do Ribeirão, onde está a cabeça do animal. E quem olhar através das grades da entrada, poderá reparar nos medonhos olhos da cobra luzindo na escuridão. Segundo a crença, a gigantesca serpente encantada habitaria as galerias subterrâneas que percorrem o Centro Histórico de São Luis, e do seu corpo descomunal a barriga encontra-se à altura da igreja do Carmo, e a cauda à da igreja de São Pantaleão.
Lenda do Palácio das Lágrimas:
Na Rua São João, de frente para a Igreja sob a invocação do mesmo santo e fazendo canto com a Rua da Paz, antes que fosse edificado o imóvel que serviu de sede à Escola Modelo Benedito Leite e, posteriormente, à antiga Faculdade de Farmácia e Odontologia de São de Luís, havia um vasto sobrado de três pavimentos que durante muitos anos permaneceu em ruínas. Correm, ligadas a esse imóvel, diversas lendas, entre elas uma que diz que dois irmãos portugueses resolveram “fazer a América” e vieram ter ao Maranhão. Um deles - Jerônimo de Pádua, comerciante e cujas atividades também compreendiam as de traficante de escravos - enriqueceu bastante, enquanto o outro jamais conseguiu sair da pobreza. Cheio de inveja do rico, o irmão pobre concebeu o plano macabro de assassiná-lo, com a finalidade de herdar-lhe a grande fortuna, pois o irmão rico não tinha herdeiros legítimos, vivendo amasiado com uma negra, sua escrava, com quem teve diversos filhos. Praticado o crime e na posse de todos os bens herdados de sua própria vítima, o fratricida passou a tratar os escravos com muita crueldade, notadamente a amásia e os filhos de seu irmão assassinado.
Informado, certo dia, acerca de quem fora o verdadeiro assassino de seu progenitor, um dos filhos da vítima lançou-se, indignado, contra o tio e, de uma das janelas, arremessou-o violentamente à rua, provocando-lhe a morte súbita. Descoberto o criminoso e por ser escravo, foi ele condenado à morte na forca levantada em frente ao sobrado. Ao subir o cadafalso, o condenado proferiu, como últimas palavras, esta maldição: - Palácio que viste as lágrimas derramadas por minha mãe e meus irmãos! Daqui por diante serás conhecido como Palácio das Lágrimas. E assim o sobrado passou a ser chamado dos últimos anos do século passado. O poeta Sousândrade, empenhado na criação de sua cunhada e frustrada Universidade Atlântica (que depois rebatizou de Universidade Nova Atenas), pretendeu instalá-la no Palácio das Lágrimas, após trabalhos de restauração e adaptação que não conseguiu realizar.
Fonte: OImparcial, JornalPequeno
Convite especial a todos que ainda não conhecem esta cidade linda - e aos que já conhecem!
Venham, retornem...
Será um imenso prazer recebê-los!
Beijo e paz!
Ótimo fds!!

São João do Maranhão

Bumba-meu-boi O nordeste é assim: uma explosão de cores, sabores, sons, movimentos, cheiros… São João então, é um dos melhores momentos pra curtir e se encantar.
Se você já visitou a região e acha o mesmo, sabe do que estou falando. E se não concorda comigo, talvez não tenho viajado para o lugar e/ou nem com as pessoas certas.
Hoje, quero mostrar um pouco do Maranhão pra você: O São João do Maranhão!
E pelo jeito, não vou conseguir fazer isso só num post, então preparem-se para um verdadeiro manual do São João do Maranhão!
Primeiro quero falar do Bumba-Meu-Boi – a mais conhecida brincadeira dos festejos juninos no Maranhão, estando fortemente ligado ao ciclo de homenagens aos santos Antônio, João, Pedro e Marçal. É um dos traços culturais marcantes na cultura brasileira, principalmente na região Nordeste. Resultado da união de elementos das culturas européia, africana e indígena, com maior ou menor influência de cada uma dessas culturas.
A dança surgiu no século XVIII, como uma forma de crítica à situação social dos negros e índios. O bumba-meu-boi combina elementos de comédia, drama, sátira e tragédia, tentando demonstrar a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.
A Lenda: Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta. Pajés e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre.
Hoje em dia, os grupos não fazem mais a dramatização nas apresentações ao público durante os festejos juninos, mas preservaram, nas toadas, a seqüência da apresentação: o guarnicê, quando o amo do boi chama o grupo para começar a apresentação; o lá vai, aviso de que a brincadeira está se dirigindo ao local da apresentação; a licença, que é a permissão para que o grupo se apresente ao público; a saudação, quando são cantadas toadas de louvação ao dono da casas e ao boi; o urrou, momento que celebra a alegria de todos pelo restabelecimento do boi depois de ter sido sacrificado e a despedida, quando a brincadeira é encerrada.

O bumba-meu-boi maranhense é dividido em “sotaques”, ou seja, estilos, tipos, os quais representam versões ou faces da brincadeira, sendo os mais conhecidos:
Zabumba - caracterizados pelo ritmo cadenciado marcado por grandes tantãs conhecidos como zabumbas. Nos grupos desse sotaque, a personagem mais característica é o rajado. São homens que fecham o cordão da brincadeira e que chamam a atenção por seus grandes e pesados chapéus de fitas coloridas e estampadas.
Boi de Orquestra Bois de orquestra tem sua dança embalada por instrumentos como banjo, clarinete, piston e bumbo e um forte apelo popular, sobretudo nos arraiais juninos, pela variedade de cores de sua indumentária e pela sonoridade de seus instrumentos. O cordão é formado por brincantes trajados com peitilho e saiote bordados com miçangas e canutilhos e chapéu enfeitado com fitas coloridas. Com um maracá na mão, são os responsáveis pelo balanceio do boi.

Matraca ou da Ilha devido à sua origem na ilha de São Luís. (Meu preferido!)Nesse sotaque há predominância de matracas (duas tábuas de madeira) e pandeirões (grandes rodas de arco de madeira cobertos de couro de cabra) dentre os seus instrumentos, tocados por grande número de brincantes com uma especificidade: os bois de matraca permitem uma maior participação Boi de Matraca do público uma vez que qualquer pessoa com um par de matracas pode ajudar o grupo em suas apresentações.
Os grupos de matraca distinguem-se dos demais por possibilitar a participação de brincantes sem indumentária. Destacam-se como personagens desses grupos: os caboclos de pena, brincantes cobertos de penas de ema, inclusive com grandes coroas de cerca de um metro e meio de diâmetro. O pai Francisco, homem que leva um facão de madeira abrindo caminho para o boi passar; e a burrinha, armação de buriti na forma de um burro, coberta de pano e sustentada por suspensórios nos ombros de um brincante.

Cazumba O subgrupo da Baixada é conhecido como sotaque de Pindaré ou Pandeirão. Não há consenso entre os estudiosos do folclore maranhense sobre a classificação desses grupos, sendo considerado um quarto sotaque por uns ou um subgrupo por outros.
Os grupos têm instrumentos e indumentária peculiar. As matracas tocadas pelos brincantes são de tamanho menor se comparadas às dos grupos do sotaque da Ilha. Nesses grupos há uma personagem característica: os cazumbás, pessoas vestidas com largos chambres estampados que rebolam à medida que fazem soar seus chocalhos. Os cazumbás são caracterizados por grandes máscaras feitas artesanalmente lembrando bichos com grandes focinhos.
O tradicional ciclo da festa do boi constitui-se de quatro etapas básicas:
- ensaios (de caráter preparatório, que vão do sábado de aleluia até o dia de Santo Antônio - 13 de junho - ou ao sábado mais próximo deste, quando se dá o ensaio redondo - fecho dessa fase);
- batismo (em que o boi recebe as bênçãos de São João, a 23 de junho - véspera do seu aniversário, estando pronto para começar a temporada anual);
- apresentações públicas juninas (que se estendem até o final do mês de junho, numa verdadeira maratona de brincadas em “arraiás” ou largos e nos mais variados terreiros (locais) que contratam os bumbas);
- e festa da morte do Boi (marco final da boiada do ano acontece, do fim do mês de julho até outubro, novembro, em meio a grande animação nos rebanhos ou sedes dos grupos, com a participação de um expressivo público).
O bumba-meu-boi possui diversas denominações em todo o Brasil. No Maranhão, Rio Grande do Norte e Alagoas a dança é chamada de bumba-meu-boi, no Pará e Amazonas, boi-bumbá, em Pernambuco, boi-calemba, na Bahia, boi-janeiro, etc.
Continua…

Artesanato é tudo de bom

Artesanato é tudo de bom Oi, gente! 
Vamos falar de artesanato? 
Fala a verdade, tem coisa mais legal que isso? Eu adoooro!
Ando super ocupada, fazendo mil coisas e, pasmem, tudo ao mesmo tempo!
Eu sei, eu sei… Todo mundo sabe que quando fazemos isso, acabamos demorando mais tempo pra terminar tudo o que começamos.
O ideal seria pegarmos uma coisa por vez, mas eu não consigo ficar parada diante de tanta coisa bacana!!! :D É claro que vou mostrar pra vocês todas as coisas legais que tenho visto, feito e as que ainda quero fazer.
Mas hoje quero mostrar um pouquinho do…
Artesanato do Maranhão
Na última viagem que fizemos, não deu pra fazer o tur completo e trazer muitos registros, mas aqui vai um aperitivo:
Se você for a São Luis, não deixe de ir ao Ceprama (Centro de Ceprama - Sao LuisComercialização de Produtos Artesanais do Maranhão), que fica no bairro Madre Deus, num casarão de aproximadamente 3.000 m².
No carnaval e festa junina também funciona como palco para apresentações folclóricas.
Lá tem um pouco de tudo em matéria de artesanato regional. É uma maravilha!
No artesanato maranhense as matérias primas são variadas: algodão, couro, madeira, argila e até a fibra de uma planta que pouca gente conhece, o guarimã, mas o forte mesmo é a palha do buriti. Dessa palmeira, muito comum na região, é extraída uma fibra muito resistente com a qual são feitos inúmeros trabalhos: tapetes, chinelos, bolsas, chapéus, toalhas de mesa…
São peças muito bem trabalhadas, delicadas e lindas. E você ainda tem a chance de ver as artesãs fazendo na hora.artesanato - Sao Luis - Ma
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Você também vai encontrar peças com azulejos pintadas, uma característica da ilha, já que São Luis é considerada a Cidade dos Azulejos.
peças com azulejospeças com azulejos
Dentre as delícias tem  licores, sucos, doces e sorvetes de uma variedade de frutas inexistentes em outras regiões. E ainda tem pimentas artesanais e a tiquira (já ouviu falar?), bebida destilada feita a partir da raiz da mandioca. Ela tem uma coloração azulada (ou roxa) porque é curtida na casca da tangerina. A graduação alcoólica da tiquira varia de 36 a 54 graus, semelhante a da cachaça.
pimenta artesanaltiquira
Os artesãos também vendem telas pintadas a óleopinturaspinturas
Essas peças estão expostas lá e devem ter uns 4m de altura!
Bumba-meu-boi
cazumbá
Pra terminar, um vídeo falando um pouco da cultura maranhense:
Até a próxima!

Aniversário da ilha do amor

Aniversário da ilha do amor Você também poderá reconhecê-la por Ilha Magnética, Atenas brasileira, cidade dos azulejos, Ilha Rebelde, Ilha de Upaon-Açu, Jamaica Brasileira
São Luís completa, hoje, 398 anos, de exuberância e beleza arquitetônica. 
Capital do estado do Maranhão, nasceu francesa, foi invadida pelos holandeses, cresceu e prosperou sob o domínio dos portugueses.
Graças ao rico conjunto da arquitetura civil, um dos maiores do mundo de origem européia, a Unesco lhe concedeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1997.
Conheça algumas  lendas e mistérios que rondam este lugar, fazendo da cidade uma verdadeira ilha encantada.
Beijo e paz aos maranhenses (por nascimento e opção).