Você quer salvar uma vida?

Você quer salvar uma vida No último domingo, no Fantástico, passou uma entrevista com uma atriz que eu gosto muito: Drica Moraes. Ela comemora a boa recuperação e fala dos momentos difíceis que enfrentou durante os 120 dias de internação por causa de uma doença que 1,2 mil pacientes ainda estão em busca de um doador: A LEUCEMIA.
Já sou doadora de sangue e sempre tive vontade - e medo - de ser doadora de medula óssea, e sempre deixei que esse medo me impedisse de ver como tudo realmente acontece. Até agora…

Pra começar, vamos saber o que é a medula óssea:
É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por 'tutano'. 
É lá que são produzidos os componentes do sangue:
* as hemácias (glóbulos vermelhos) - transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado.
* os leucócitos (glóbulos brancos) - são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções.
* e as plaquetas. - compõem o sistema de coagulação do sangue.

A leucemia
É uma doença maligna que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento.
As causas da leucemia ainda não estão definidas, mas, suspeita-se da associação entre determinados fatores com o risco aumentado de desenvolver alguns tipos: Tabagismo, Radiação, Síndrome de Down e outras doenças hereditárias, Benzeno (encontrado na fumaça do cigarro, gasolina e largamente usado na indústria química), Quimioterapia (algumas classes de drogas), Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas.

O transplante de medula óssea (TMO)
Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.
O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. Ou alogênico, quando a medula vem de um doador.
O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical. 
Além da leucemia, o TMO é indicado para pacientes com linfomas, anemias graves, imunodeficiências e outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e imunológico.

Os riscos para o doador
Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia. A doação é feita em centro cirúrgico e tem duração de aproximadamente duas horas. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada.
Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Essa avaliação pré-operatória detalhada verifica as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.
Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.  São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula.

Para se tornar um doador
• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante) poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
• É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados.
• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado, o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA), que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!
• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
• É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3970-4100 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro.
Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

Fonte: INCA (Instituto Nacional de Câncer)

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