O Caso de Miguel 2ª parte

Gente, faz um milhão de anos que fiz a postagem O Caso de Miguel, que é a primeira parte, e só agora - desculpem! - lhes apresento a resposta para o desafio.

Eis, a seguir, como Miguel relata o que aconteceu no dia "X"

Eu me dedico a pintura de corpo e alma. O resto não tem importância. Há meses que quero pintar uma Madona do século XXI, mas não encontro uma modelo adequada, que encare a beleza, a pureza e o sofrimento que eu quero retratar.

Na véspera do dia "X", uma amiga me telefonou dizendo que tinha encontrado a modelo que eu procurava e propôs nos encontrarmos na lanchonete que ela freqüentava, eu estava ansioso para vê - la. Quando ela chegou, fiquei fascinado: era exatamente o que eu queria! Não tive dúvida: fui até a mesa dela, me apresentei e pedi para ela posar para mim. Ela aceitou e marcamos um encontro no atelier às 09:00 horas da manhã. Eu nem dormi direito naquela noite, me levantei ansioso, louco para começar o quadro, nem podia tomar café da manhã de tão angariado.

No Táxi comecei a fazer um esboço, pensando nos ângulos da figura, no jogo de luz e sombra, na textura, nos matizes...

Quando entrei no edifício, eu estava cantando baixinho, o zelador falou comigo e eu nem tinha prestado atenção. Aí eu perguntei; O que foi? e ele disse: Bom dia. nada mais do que bom dia. Ele não sabia o que aquele dia significava para mim! Eu tentei explicar para ele. Eu disse que a verdade é relativa, que cada pessoa vê a mesma coisa de forma diferente . Quando eu pinto um quadro, aquilo é minha realidade. Ele me chamou de lunático. Eu dei uma risada e disse; está ai a prova do que eu disse: O lunático que você vê não existe!

Quando eu subia a escada, a faxineira veio me espiar. Não gosto daquela velha mexeriqueira.

Andrei no Atelier e comecei a preparar a tela e as tintas, quando estava limpando a paleta com uma faca, tocou a campainha, abri a porta e a moça entrou. ela estava com o mesmo vestido da véspera e explicou que passara a noite em claro, numa festa.

Eu pedi que sentasse no lugar indiciado e que olhasse para o alto... que imaginasse inocentes sofrendo... que...

Aí ela me enleou o pescoço com os braços e disse que eu era simpático, eu afastei seus braços e perguntei se ela tinha bebido. Ela disse que sim, que a festa estava ótima, que foi uma pena eu não ter estado lá, que ela sentiu minha falta, que gostava de mim... quando me enlaçou de novo eu a empurrei e ela caiu no chão e gritou.

Nesse instante a faxineira entrou e saiu berrando: Assassino!
A loira levantou -se e foi embora me chamando de idiota.
Lá se foi o meu quadro...

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