A Procura

1230651998Far5PBr “Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...

A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...  a vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.

Mas uma coisa parece estar sempre presente... a busca pela felicidade com o amor da sua vida.

Desde pequenos ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele (a)?".

Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era.

Cada namorado(a) era o(a) novo(a) homem(mulher) da sua vida.
Faziam planos,escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...PLAFT! Como num passe de mágica ele(a) desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do(a) próximo(a)".

Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.

Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura uma pessoa formada, trabalhadora, bem resolvida, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada(o) no bar o resto da noite.

Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de bermuda, camiseta e chinelo.

A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.

Enquanto estivermos a procura e tivermos um bom perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles.

Mas o melhor dessa parte é se divertir com as(os) amigas(os), rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som, olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele(a) cara(mulher) que você ama(ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem(mulher) da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

Mário Quintana

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